Mês de Maio é Mês de Ironman Brasil – por Vanessa Cabrini

Blog Iron Vanessa

Mês de maio é um mês de ferro para muitos atletas. No último domingo do mês acontece o IRONMAN FLORIANÓPOLIS, uma prova de triathlon de longa distância, que exige muita dedicação para quem deseja cruzar a linha de chegada. E nada mais legal do que conhecer histórias de quem já viveu muito esse mundo e tem muita experiência para dividir com a gente. A técnica Vanessa Cabrini, resume um pouco o que é ser uma IRONWOMAN! Confira!

“IRONMAN desafio e tanto … nem muito pelas distâncias da prova, mas sim por tudo que o atleta passa até chegar ao grande dia. Na verdade o desafio está ai … no nosso dia a dia, entre treinos, provas, vida de mãe, esposa, dona de casa, social …ufa! Acho que vamos parar por ai …

Nem sempre a decisão de fazer a prova é o principal: tudo tem q se encaixar, pois horas de treinos virão e ainda por cima, em 3 modalidades esportivas totalmente diferentes.

Para nós mulheres sempre é mais difícil, pois nosso ciclo menstrual determina muitos treinos, apesar de ter que sempre cumpri-lo independente de como estamos no sentindo. Tem aqueles dias em que nos sentimos irritada, cansada, dor de cabeça e mesmo assim temos que sair para o treino, afinal de contas, temos grandes distâncias pela frente.

Mas por incrível que pareça voltamos do treino animadas e tranquilas e, é claro, mais fortes.

São mais de 3 meses em total dedicação, então vale muita criatividade em bolar os percursos dos treinos para não ficar monótono e chato.

Já aconteceram várias estórias para contar:

– Treino de bike 180k – resolvi descer a serra, dia lindo de sol, mas como moramos em Curitiba, tivemos sol por 2h30, quando cheguei no litoral, e era hora de fazer a volta e subir toda aquela serra, claro que o tempo virou – muito vento, frio e chuva. Como já estava há um tempo treinando, o corpo já não conseguia se manter quente, então a saída foi procurar algo para não perder calor. Achei sacolas plásticas que coloquei nos pés (por dentro da sapatilha) e coloquei no peito (por dentro da roupa) e precisava comer mais, pois nosso desgaste é muito maior molhados. O que fazer com 3 reais no bolso? Parei nas lojinhas da serra e calculei o que poderia comprar e sai de lá com 1 sanduiche de pão francês e balas de banana e. a missão foi cumprida! 180k pra conta. 

– treinos de corrida de 32 /34k ou 3 horas de corrida, onde me senti mal faltando 5 km pra chegar em casa – resultado: parada estratégica na panificadora para lanchar. Lanchar mesmo! Comer sanduiche tomar suco e terminar o treino. Nem sempre o programado acontece!

– sair para pedalar 180k (6 a 7 horas de treino) e estourar o pneu no meio do treino, a única maneira de voltar é pedalando, então mãos à obra pra tentar arrumar esse pneu e conseguir enche-lo novamente, pois nem sempre pneus estourados conseguimos colocar uma boa pressão para pedalar novamente, vale de tudo, até papel de barra de cereal entre o pneu e a câmera! E foi assim que cheguei no fim!

Além de estórias, valem os amigos que fazemos durante esses treinos, a cumplicidade em nos ajudar e compartilhar a dor. Aprendemos a nos autoconhecer em diversas situações (dor, alegria, tristeza) experiências para a vida, amizades para a vida!!!

 

Vanessa Cabrini

Técnica da BPM Assessoria Esportiva

 

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